Lisboa Design Show // 09/13 OUT // FIL Lisboa

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Daniel Pera um apaixonado pelo design e tudo aquilo que implica “DESIGN”
Com 6 anos, dizia aos pais que queria ser PAPA.  PAPA??? Ahhh por influências do “papa mobil”.
Daniel é um dos finalistas do Concurso de design – Home Sweet Home by Siemens e apesar de receber de abraços bem aberto o primeiro premio, o importante  nesta participação é promover e dar a conhecer o seu trabalho.
Sempre atento ao mundo do Design, acompanha de perto o trabalho de designers Benjamin Hubert, Stefanie Hering, Thomas Feichtner, Marco Sousa Santos, Pedro Gomes, Magda Alves Pereira e Gonçalo Campos.

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Quem é o Daniel Pera?
Sou um jovem designer fascinado pelo design e por tudo o que este representa na sociedade. O design é a ferramenta que melhor me define e me caracteriza como ser humano, profissional e como ser social.
Emoção, interacção, partilha e experiência são as palavras que melhor me descrevem. O peso e o significado destas quatro palavras é o que me move e me motiva enquanto designer e pessoa.
A minha maior paixão é a relação e a interacção com as pessoas que me rodeiam. É observar esta competência social que mais me faz evoluir e me tornar um melhor designer. Perceber como a minha paixão pode intervir no design e no “meu design” estimula o meu pensamento e processo criativo, conceptual e funcional.
Sou bastante exigente e perfeccionista com o meu trabalho, sempre interessado e fascinado pela exploração de novos métodos, novos materiais e tecnologias, sou um entusiasta pela experimentação em prototipagem e em produção. Sinto um enorme prazer em partilhar as minhas ideias com as pessoas que me são mais próximas e comunicá-las através do design.

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Quando decidiu enveredar pelo mundo do design?
O meu interesse e fascínio pelo mundo do design foi algo que nasceu e foi crescendo dentro de mim ao longo do meu percurso académico. Imediatamente antes de ingressar na faculdade o meu grande objectivo era seguir arquitectura, no entanto, já nessa altura o design falou mais alto e o meu instinto levou-me a redirecionar o meu percurso académico. Depois de me aperceber da abertura e da versatilidade do design enquanto formação, profissão e forma de ver e de encarar a sociedade, não restaram dúvidas. Neste momento, o design faz parte de mim, do meu mundo e incrivelmente, das pessoas que me rodeiam.

Quando tinha 6 anos de idade o que gostava de ser quando fosse grande? Designer?
O design só surge na minha vida muito tempo depois. Com 6 anos de idade já me interessava bastante por arte, tinha uma grande aptidão para as artes plásticas! Com esta idade dizia aos meus pais que queria ser Papa … sinceramente não sei porquê, acho que era porque adorava ver o “papa mobil”.

Qual a sua formação?
Sou licenciado em Design de produto pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

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Como define a sua enquanto carreira Designer? Identifique um projecto que o tenha marcado.
Posso dizer que a minha carreira tem vindo a adquirir um cariz experimental e principalmente evolutivo ao longo destes anos. Tenho trabalhado e alcançado experiência nas áreas da iluminação, mobiliário e neste momento na cerâmica, mais precisamente na porcelana. Por cada empresa que passo e experiência que vivo, cresço, evoluo e principalmente aprendo a ser um melhor designer.

Como surgiu a sua participação no Concurso de Design do Lisboa Design Show – Home Sweet Home by Siemens?
A minha participação no concurso Home Sweet Home surge da intenção e da oportunidade de promover o meu trabalho e acima de tudo, de me por à prova, a mim e ao meu trabalho enquanto designer e criativo.

Como teve conhecimento do concurso Home Sweet Home by Siemens?
Tive conhecimento do concurso através da página web do LXD e da respectiva página do Facebook.

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Qual é o grande objectivo da sua participação no Home Sweet Home by Siemens? Ganhar o 1º premio?
Não, o meu principal objectivo ao participar neste concurso é sem dúvida ter a oportunidade de contactar e ligar o meu trabalho a pessoas e a empresas que apostam no design e na criatividade nacional. Para mim, mais que ganhar o primeiro prémio é importante promover e dar a conhecer o meu trabalho.

Considera que este concurso, Home Sweet Home by Siemens é importante para os designers portugueses? Porquê?
Sem dúvida que sim! São eventos e concursos como estes que contribuem para a dinamização e divulgação do trabalho e do talento dos designers portugueses. Da mesma forma, este concurso torna-se um importante factor de motivação e de estímulo à criatividade e à competição profissional entre Juniors, Jovens, e seniors designers.

É o 1º ano que está participar, apesar que esta ser a 3ª edição?
Não, participei também em 2011 no briefing da Antarte.

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Qual é o seu ponto de vista desta iniciativa e da organização de um evento de design, neste caso o Lisboa Design Show?
O Lisboa Design Show, ao longo do seu percurso tem vindo a marcar a sua posição e importância na valorização do design nacional e na promoção de designers. Iniciativas como o LXD são extremamente importantes na medida em que se torna numa montra que apresenta o que se faz actualmente em Portugal, desde pequenas a grandes empresas, marcas e designers. No meu ponto de vista o LXD torna-se assim um núcleo no mundo do design nacional, onde se partilha conhecimento, experiência, inovação e DESIGN.

Porque escolheu responder a determinado briefing em detrimento de outros?
Decidi responder ao briefing da Villa Lumi por se tratar de um projecto de iluminação, área que me fascina e que me move desde o inicio da minha carreira profissional. Por outro lado, senti também um incentivo para responder a este briefing por reconhecer o valor e o mérito da marca em questão, a Villa Lumi.

O que mudaria no nosso país para aumentar a expressão do design nacional?
Actualmente assistimos claramente a um crescimento na aposta e na abertura dos empresários e industriais ao design. A valorização da ligação entre a indústria, design e designer começa a quebrar algumas barreiras, no entanto existe ainda alguma retração que se prende à mentalidade de um sector fechado em si a nas suas capacidades. Na minha opinião devem existir mais programas de sensibilização a este tema, diria que o concurso Home Sweet Home é um dos exemplos necessários a implementar mais regularmente de forma a estimular essa mentalidade.

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Qual é o seu “ídolo” no mundo do design? Nacional e Internacional, porquê?
São vários os nomes de designers que sigo e que me inspiram enquanto designer, não só pelos seu trabalho mas também pela forma que encaram o design e pelas emoções que imprimem nos seus produtos. Acompanho sempre de perto o trabalho de designers como Benjamin Hubert, Stefanie Hering, Thomas Feichtner, Marco sousa Santos, Pedro Gomes, Magda Alves Pereira e Gonçalo Campos.

Se tive que impressionar, para ser contratado pelo melhor gabinete de design de equipamento do mundo, o do seu ídolo, em duas frases o que escrevia?
Se tivesse de impressionar o melhor gabinete de design do mundo eu demonstraria, fosse através de frases, imagens ou palavras, a minha paixão e dedicação pelo design. Mais que um bom projecto ou uma boa ideia tem de existir uma boa dose de motivação, de paixão e emoção, sentimentos que alimentam a criatividade e a dedicação.

Considera que os portugueses são criativos?
Sem dúvida que sim! Por vezes, embora muitas vezes inconscientemente, tendemos a focar-nos em nós mesmo e no que se faz “lá fora”. São iniciativas como o LXD que nos fazem relembrar que existe, e cada vez mais, muito talento e criatividade em Portugal. Não faltam exemplos e provas que mostram que os portugueses são de facto extremamente criativos!

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Há horas do dia que fomentem a criatividade?
Os momentos de criatividades variam muito de designer para designer, mas sim, há horas do dia que estimulam mais a criatividade. Para mim, os momentos em que sou mais criativo são quando estou a falar e a partilhar ideias com os meus amigos e colegas.

Um designer olha para os espaços, para as peças e acessórios sempre com ‘defeito’ criativo e transformador?
Acho que inevitavelmente os designers acabam por ver os espaços, e os objectos principalmente, com outros olhos. No meu caso nunca consigo evitar de sentir os materiais, as técnicas de fabrico e os acabamentos de algum objecto ou espaço por onde passo.

O design faz parte das prioridades dos portugueses ou ainda não?
Felizmente é notório o interesse cada vez maior no design da parte dos portugueses, no entanto há ainda um grande caminho a percorrer. Apesar do actual crescimento do valor do design nacional não diria que este é uma prioridade, a falta de investimento e de aposta da parte das empresas e das indústrias é ainda uma grande lacuna que trava o crescimento do design em Portugal. O design é uma forte ferramenta ao crescimento, à evolução e à inovação de vários sectores empresariais e industriais, como tal, este deve ou deveria começar a ser visto como um instrumento de combate à actual situação económica.

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Consegue identificar os principais sectores económicos em Portugal com maior ausência de design nacional? E quais os que apostam mais na associação design/empresa?
Alguns sectores que menos apostam no design são, por exemplo, o sector dos transportes, da construção e o sector tradicional.
Os sectores que mais valorizam a ligação Design/empresa e que têm vindo a  apostar cada vez mais no design são os sectores do mobiliário, do vestuário, do calçado e da cerâmica.

A exportação de design incorporado em bens e serviços é uma realidade em Portugal. Que exemplos de sucesso aponta?
Em Portugal vemos, hoje em dia, alguns exemplos de sucesso no que diz respeito à exportação de bens e serviços. Posso mencionar alguns exemplos como a Fly London, a Salsa, a Tifossi, a Boca do Lobo, a delightfull, entre outros. No entanto devo dizer que encontramos também no tecido empresarial nacional alguns exemplos de sucesso de pequenas empresas e pequenas marcas que detêm uma percentagem bastante positiva no que diz respeito à exportação de bens. Tenho de referir a Castro Lighting, uma empresa de iluminação com quem trabalho há algum tempo e que consegue exportar mais de 90% da sua produção.

Independentemente do que é, ou não exportado, qual é, para si, o melhor exemplo de design português?
Não consigo apontar um único exemplo de um melhor exemplo de design português! Pela forma como apostam e valorizam o design e os designers, pela comunicação que fazem à volta dos seus ideais e dos seus produtos e pela presença que têm vindo a marcar ao longo das suas existências, tenho de referir marcas como a SPAL, a Boa Safra, a Munna, a Branca Lisboa e a Delightfull.

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CURIOSIDADES SOBRE DANIEL PERA

Género musical preferido – Indi rock, electrónico
Género literário preferido – Cultura e sociedade
Autor preferido – Não tenho
Realizador preferido – Quentin Tarantino
Filme preferido – Pulp Fiction
Livro de cabeceira – Nenhum neste momento
Um álbum que o tenha marcado – Drink the sea
Um livro que o tenha marcado – As dez faces da inovação
Um filme que o tenha marcado – Requiem for a dream
Nas férias: praia ou campo? – Campo
Um destino de férias (nacional ou internacional) - Barcelona
Pratica alguma actividade física? – Ginásio (quando posso)
Em férias, qual o destino nacional que recomenda? – Costa alentejana
Qual a sua cor favorita? - Cinzento
Qual o seu fruto favorito? – Pêra
Divisão da casa favorita? - Sala
Divisão da casa onde passa mais tempo acordado? - Sala
Prefere trabalhar em casa ou fora de casa? - Fora
Prato preferido da gastronomia nacional – Polvo à lagareiro
Sobremesa preferida da gastronomia nacional – Aletria
Água, vinho ou cerveja? - Cerveja
Tem algum animal de estimação? Como se chama? – Não

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